Medicamentos, químicos industriais e veículos estão entre os produtos contemplados no pacto, que redefine as relações comerciais entre os dois blocos econômicos.
Os Estados Unidos e a União Europeia (UE) oficializaram um novo acordo comercial que introduz mudanças significativas nas tarifas aplicadas a setores estratégicos, além de incluir uma ampla relação de produtos isentos de taxas. O anúncio, realizado no mês passado, foi formalizado recentemente, e o texto será publicado oficialmente na próxima quinta-feira, dia 25, no Federal Register, o equivalente ao Diário Oficial dos EUA.
De acordo com o documento, os Estados Unidos adotarão as chamadas tarifas de nação mais favorecida (MFN) para determinados produtos provenientes da União Europeia, contemplando itens como aeronaves, peças aeronáuticas, cortiça e medicamentos genéricos, além de componentes químicos.
As alíquotas incidentes variam de acordo com a categoria do produto. Medicamentos, por exemplo, terão tarifa de 0%, enquanto determinados veículos serão taxados em 2,5%, partes metálicas em 4% e algumas categorias de químicos industriais em até 6,5%.
O pacto também estabelece reduções graduais nas tarifas aplicadas a automóveis e peças automotivas vindos da Europa, desde que sejam atendidas as condições estabelecidas pela UE.
Isenções em setores estratégicos
Outro aspecto central do acordo diz respeito a produtos agrícolas, metais e insumos industriais, que passam a integrar uma lista de isenções. Dessa forma, taxas adicionais aplicadas anteriormente, como resultado de ordens executivas emitidas por administrações anteriores, serão eliminadas.
Ao facilitar o fluxo comercial entre os dois blocos econômicos, o acordo busca fortalecer as relações entre os Estados Unidos e a União Europeia, promovendo maior equilíbrio nas transações e estímulo ao comércio bilateral.
Uma nova etapa nas relações comerciais
Este novo pacto é visto como um passo importante para estabilizar e modernizar as relações comerciais entre os dois gigantes econômicos. Setores como o químico, automotivo e farmacêutico, considerados estratégicos por ambos os lados, terão maior competitividade em função das novas condições tarifárias.
A União Europeia, por sua vez, negocia as contrapartidas previstas no acordo para garantir que a medida seja benéfica para produtores e indústrias europeias, além de buscar compensações em outras frentes comerciais.
Especialistas afirmam que a flexibilização de tarifas tende a beneficiar os consumidores, que poderão ter acesso a uma maior variedade de produtos a preços mais acessíveis, enquanto empresas dos dois lados terão menos barreiras para exportar e importar bens.
Com a publicação no Federal Register, o novo acordo entrará em vigência. A expectativa é que ele marque uma nova fase na relação comercial entre os dois blocos, gerando reflexos positivos nos próximos anos para diferentes cadeias produtivas.
Fonte: Agro Estadão
