Representantes do governo brasileiro, do Ministério da Agricultura e da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) estiveram reunidos nesta segunda-feira (16), na embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos, para solicitar a priorização do Pará na habilitação de frigoríficos aptos a exportar carne bovina ao mercado norte-americano, considerado um dos mais estratégicos para o setor.
A articulação ocorre no momento em que o Brasil celebra 10 anos de exportações de carne bovina para os Estados Unidos, consolidando uma relação de complementaridade entre as indústrias dos dois países. Durante o encontro, o pleito foi apresentado ao ministro-conselheiro para Assuntos Econômicos e Financeiros da embaixada, Kassius Diniz Pontes.
Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o objetivo é ampliar a participação do Pará nesse mercado internacional, destacando o potencial produtivo do estado. Mesmo possuindo o segundo maior rebanho comercial do Brasil, o Pará ainda enfrenta entraves para obter novas habilitações de frigoríficos para exportação.
A demanda por maior inserção do estado no comércio exterior já vem sendo reforçada por representantes da cadeia produtiva local. Em 2023, a Aliança Paraense pela Carne — formada por produtores e agentes do setor — já havia cobrado a inclusão do Pará em negociações com outros mercados, como o Japão.
A dificuldade na ampliação das exportações também foi tema de críticas por parte do governador Helder Barbalho, que, diante do cenário, decidiu adiar para 2031 a obrigatoriedade da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no estado. Inicialmente, a medida estava prevista para entrar em vigor em janeiro de 2026, colocando o Pará como pioneiro no país.
A expectativa do setor é que o avanço das negociações com os Estados Unidos abra novas oportunidades para a pecuária paraense, fortalecendo a economia e ampliando a competitividade do estado no mercado internacional.
Fonte: Agro Estadão.
