Paraná e Embrapa firmam parceria para desenvolver inovação e bioeconomia na cadeia da soja

Paraná e Embrapa firmam parceria para desenvolver inovação e bioeconomia na cadeia da soja

O Governo do Paraná firmou uma carta de intenções com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária para impulsionar pesquisas voltadas à cadeia produtiva da soja. A iniciativa prevê investimento de R$ 5 milhões do Estado, por meio da Fundação Araucária, destinado ao desenvolvimento de tecnologias ligadas à bioeconomia, transição energética e agregação de valor ao agronegócio.

A assinatura do acordo ocorreu na última sexta-feira (6), durante a abertura do Dia de Campo de Verão da Embrapa Soja, realizado em Londrina. A proposta da parceria é ampliar a integração entre pesquisa científica, inovação tecnológica e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do agronegócio sustentável.

Foco em inovação e novos mercados

De acordo com representantes do governo estadual, o programa busca ampliar o potencial tecnológico da soja, uma das principais commodities agrícolas do Brasil e especialmente relevante para a economia paranaense.

A iniciativa pretende estimular o desenvolvimento de soluções capazes de gerar novos produtos e aplicações industriais a partir da soja, ampliando a competitividade do setor e abrindo oportunidades em áreas como biotecnologia e energia renovável.

Quatro frentes de pesquisa

O programa será estruturado em quatro eixos principais de pesquisa e desenvolvimento. O primeiro envolve a criação de novas cultivares de soja com perfis diferenciados de proteína e óleo, o que pode ampliar o valor nutricional e industrial do grão.

O segundo eixo será voltado ao desenvolvimento de variedades com composição específica de aminoácidos, buscando melhorar a eficiência da alimentação animal, favorecer o ganho de peso e reduzir custos na produção de proteínas de origem animal.

Outro foco será a pesquisa para produção de biocombustíveis avançados. Nesse caso, os estudos devem priorizar cultivares com perfis de ácidos graxos mais adequados para a geração de energia, contribuindo para a transição energética e a redução de emissões de carbono.

Por fim, o quarto eixo pretende ampliar as aplicações industriais do óleo de soja. Entre as possibilidades estão o uso em lubrificantes, na produção de asfalto e em materiais vulcanizados empregados na fabricação de itens como correias industriais e calçados.

Integração entre pesquisa e produção

A expectativa é que o investimento fortaleça um programa integrado de inovação tecnológica voltado ao agronegócio. A proposta também busca aproximar pesquisadores, setor produtivo e instituições públicas para acelerar o desenvolvimento de soluções aplicáveis à cadeia da soja.

Considerada um dos pilares do agronegócio brasileiro, a cultura da soja tem papel estratégico na economia do país. Com a nova parceria, a expectativa é ampliar o valor agregado da produção e consolidar o avanço da bioeconomia no setor agrícola.

Fonte: Agro Estadão